Mostrando postagens com marcador tratamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tratamento. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Exames e introdução da soja

  Está chegando a hora de fazermos novos exames de sangue no João, testaremos mais uma vez como andam seus IgE's para leite e proteínas específicas, soja, ovo(clara e gema) e camarão ( esse testado pela primeira vez. Vamos ver o que essa nova bateria nos traz....
  A introdução da soja ocorreu bem lentamente, começamos com com o leite de soja mesmo, que João não gostou e se recusa a tomar. No início não tivemos nenhuma reação, logo depois apareceram umas bolinhas vermelhas nas pernas. Tomou antialérgico e ficou em dieta novamente. Fizemos novo teste e aparentemente tivemos a mesma reação. Mais um tempinho sem, voltando agora com os traços; como reagiu bem, demos novamente produtos com soja, como o iogurte, pão de queijo(que ele não gostou) e bolos. Sem nenhuma reação. O médico acredita que tenha sido somente uma adaptação temporária do corpo, que não via a soja há muito tempo. Agora está bem e consumindo um pouquinho de soja esporadicamente. Como não é um alimento essencial, não colocamos na dieta de forma indiscriminada, só está sendo usado para facilitar alguns momentos do dia a dia, como a ingestão de biscoitos que contenham soja. Alguém já teve experiencias com reintrodução de algum alimento? Como foi? Alguma reação temporária? Adoraria trocar histórias...
  

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Aprendizado, dietas, médicos...vamos conversar e desabafar...

   É impressionante o quanto aprendemos convivendo com essa alergia. Cada dia, cada semana, mês e ano que passo nessa trajetória traz mais informações, mais dúvidas, mais superação. O bom é poder compartilhar isso tudo com pessoas que realmente entendem e que também convivem direta ou indiretamente com ela.
  Acho que nosso primeiro problema é encontrar um bom médico  que seja  realmente entendido no assunto. Mas, mesmo quando esses são encontrados é tão difícil confiar e seguir tudo. É claro que eles estudam e se preparam, que trabalham com isso há tempos, porém, desses também já ouvi cada barbaridade que me dá até medo...não sei mais do que eles, não quero ser pretensiosa a esse respeito, entretanto sou um ser pensante, que estuda muitooooo e está sempre disposto a aprender mais. Então, quando ouço, direta ou indiretamente( através de companheiros de luta contra a alergia), uma coisa meio "louca", fico arrepiada. E já reparei também que , sim, há meios de cura que são indiscutíveis, mas que exitem detalhes que ainda não são consenso, que há detalhes na dieta e na forma de lidar com a alergia que podem variar, e que mesmo assim a criança pode ficar curada. O que um médico considera alergia grave, outro pode achar que seja moderada. Enfim, temos que ouvir, perguntar, não ter medo de querer saber mais e nem de desconfiar do que nos é dito. 
    Falei disso porque já fui com João a vários médicos, uns considerados os melhores no assunto, uns especialistas e uns pediatras "comuns" ,e já ouvi coisas sensatas de quem menos se esperava e coisas loucas de quem se chama de super entendido. Enfim, não quero julgá-los, pode ser que a maneira deles de agir tenha dado certo para outros pacientes(já fiquei sabendo de casos que sim). Mas com João não deu. E sabem o que mais me irrita?!? São pessoas achando que elas cuidaram do caso de alergia melhor que nós! Meu filho não ficou bom até agora, não foi por falta de cuidado, não foi por que deixamos passar algo, não foi por dieta errada, ele não ficou bom e pronto! E continuamos na luta. Sim, nossa dieta é a que acreditamos, é a que váriossss médicos nos disseram que é mais plausível, é uma dieta que várias crianças fizeram e ficaram boas. Mas deixa isso pra lá...não é por isso que estou aqui....
   No último mês fomos a dois novos médicos e ouvimos coisas que já sabíamos e coisas novas. Uma das coisas que já sabíamos era que a dieta que seguimos está super adequada e que não, pelo menos por enquanto, não precisamos tirar mais nada da dieta. João cresce bem e tem ótimo peso (problema bastante comum entre crianças com alergia é a falta de ganho de peso e altura). Outra coisa que já tinha sido informada por uma pediatra, que entretanto não tinha tanta certeza sobre o assunto, era que o Aptamil pept seria um leite menos indicado para crianças com reações intestinais à proteína( que é o caso do João, entre tantos outros sintomas), que ele seria bem tolerado por crianças com respostas de pele, mas não intestinais. Assim, com a confirmação dessa informação passaremos para o leite de aveia, que foi liberado pelos dois médicos.
   Novas informações vieram nas solicitações de exames. Sempre que fizemos exames de sangue no João, fizemos IgE total para leite e ovos, isso porque nosso médico anterior (opinião compartilhada por 1 dos novos médicos que fomos), sempre dizia que não adianta fazer partilhado por proteína, já que na hora de oferecer o produto à criança a probabilidade de ingestão de uma proteína separada é mínima e que nem valeria a pena arriscar, devido a muito provável contaminação.  Porém, um dos médicos que fomos nos explicou que dependendo da proteína o prognóstico muda. Há proteínas que indicam(apesar de não dar certeza), que a alergia é muito grave e outras que indicam que ela é duradoura. Como João, graças a Deus, nunca teve choque, acredita-se que sua alergia não seja tão grave( opinião sobre gravidade varia muito, como João tem respostas em várias frentes - pele, intestino, parte respiratória e incha em suas extremidade, muitos médicos consideram sua alergia grave),  mas é bastante esperado que seja duradoura, pela sua idade. Ainda não fizemos os exames, então aguardaremos resultados. Outro exame novo é o CD4 CD8, que eu nunca tinha ouvido falar que era associado a alergia alimentar, e ainda não consegui entender melhor. E adoraria ouvir relatos a respeito. E dependendo desses resultados, aí sim, teremos que mudar drasticamente a dieta dele...vamos ver...
  Bem, hoje não trouxe uma receita, somente vim partilhar informações e desabafar. Deixo o espaço aberto para fazerem o mesmo. 
  Ih, acabei falando demais :)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Intolerância a lactose


 É mais que comum para quem está chegando neste "mundo sem leite" ter dúvidas e não saber a diferença entre alergia a proteína do leite de vaca e intolerância à lactose. Nós que já vivemos essa realidade, quando comentamos que nosso filho é alérgico com qualquer pessoa, esta logo fala: Ah, também conheço alguém que tem intolerância à lactose. Mas são casos diferentes, e os produtos que podem ser consumido pelos intolerantes, nem sempre podem ser consumidos pelos alérgicos. Então, aqui vão algumas informações sobre esse quadros. Primeiro vamos ver a intolerância e volto logo depois com a alergia.

O que é intolerância à lactose 

Pessoas que têm intolerância à lactose não produzem a enzima lactase em quantidade suficiente. A lactase é a enzima responsável pela digestão do principal açúcar do leite, a lactose. 
É até comum a ocorrência de uma intolerância transitória à lactose após diarreias infecciosas mais intensas, pois parte da capacidade de produção da enzima fica perdida pela mucosa que foi agredida por um agente infeccioso, viral ou bacteriano.
Quando a lactose não é absorvida direito, uma série de reações acaba distendendo os intestinos e causando desconforto, gases, diarreia e às vezes vômito. São problemas chatos e difíceis de conviver, mas não há muito risco para a saúde. 
Trata-se de um fenômeno bem diferente da alergia ao leite. Os sintomas da intolerância são só digestivos, enquanto os da alergia podem afetar o sistema respiratório e a pele, por exemplo. 
Bebês que nasceram prematuros às vezes demoram para produzir a quantidade adequada de lactase. O nível de produção da enzima pelos bebês normalmente aumenta durante o último trimestre da gravidez. 
É até possível os sintomas da intolerância à lactose aparecerem em crianças pequenas, mas o mais normal é eles surgirem em crianças maiores, adolescentes e, principalmente, adultos. É raro bebês terem intolerância, sendo mais comum apresentarem alergia à proteína do leite. 

Por que algumas pessoas têm intolerância à lactose? 
Não se sabe exatamente por que algumas pessoas têm intolerância à lactose. O que se sabe é que não é um fenômeno raro: estima-se que ele afete milhões de adultos só no Brasil, embora não haja números precisos. Pessoas de ascendência oriental parecem também ser mais propensas à intolerância, principalmente na idade adulta ou adolescência. 

A intolerância à lactose não chega a ser considerada uma doença. Mas é difícil que um bebê nasça já intolerante à lactose. Caso isso aconteça, o bebê tem diarreia constante desde que nasce, e não consegue digerir nem o leite materno nem fórmulas artificiais à base de leite de vaca. 
Mais frequente é o bebê, depois de uma gastroenterite -- por exemplo uma daquelas viroses que dão bastante diarreia -- apresentar sintomas de intolerância à lactose, mas que só duram uma ou duas semanas. 
Alguns medicamentos podem afetar a produção de lactase, causando sintomas de intolerância. 

Quais são os sintomas da intolerância à lactose? 

Uma pessoa com intolerância à lactose pode sofrer de diarreia, dores de barriga, inchaço ou gases de meia hora a duas horas depois de tomar leite (qualquer tipo, até o materno) ou de consumir algum tipo de derivado de leite. 

Há pessoas intolerantes à lactose que só passam mal quando tomam leite, mas que suportam bem os outros derivados, como queijo e iogurte. Sorvete à base de leite costuma provocar sintomas mais fortes. 
E há pessoas mais sensíveis, que já se sentem mal só com um pouquinho de leite ou derivados. Se seu filho mostra sinais de desconforto sempre depois de mamar, converse com o pediatra e levante a hipótese da intolerância. 

Há um jeito de diagnosticar com certeza a intolerância à lactose? 

O diagnóstico muitas vezes é feito só de forma clínica, ou seja, observando os sintomas. Se o médico sugerir eliminar por alguns dias a lactose da alimentação da criança e os sintomas desaparecerem, provavelmente estará estabelecido que se trata de intolerância (ou alergia, que pode ter sintomas parecidos). 

Existem exames para medir a absorção de lactose, mas eles são desagradáveis e trabalhosos (incluem várias retiradas de sangue no mesmo dia, por exemplo), por isso muitos médicos acham desnecessário realizá-los. 

Existe tratamento para a intolerância à lactose? 


Para bebês, o único tratamento é evitar os derivados de leite. Se você amamenta, terá de evitar também esses produtos. Fique de olho porque às vezes há leite em produtos que você não imagina. Leia as embalagens. 

Mas lembre-se de que é bastante improvável que um bebê tenha intolerância à lactose. Sempre converse com o médico antes de mudar a alimentação da criança. 
E tenha em mente que a intolerância à lactose é diferente da alergia. Na alergia, a reação acontece a qualquer contato com a substância. Na intolerância, a quantidade conta. Por isso, há crianças que podem tomar um copo ou mamadeira de leite sem passar mal, desde que não abusem, e outras que já sentem dor de barriga só de provar um brigadeiro. 
Se seu filho tem intolerância, você pode ir experimentando para ver que tipos de alimento ele consegue comer sem ser incomodado pelos gases e pela diarreia. 
Caso seu médico decida eliminar os derivados de leite da alimentação da criança, é preciso ficar de olho para ver se ela está recebendo todos os nutrientes de que precisa. O cálcio, por exemplo, pode ser obtido em verduras e em produtos industrializados enriquecidos com a substância, como cereais. 
Outros nutrientes normalmente fornecidos pelo leite são as vitaminas A e D, a riboflavina e o fósforo. Pode ser necessário consultar um nutricionista para ajustar a alimentação. 
Você também pode procurar produtos com lactose reduzida, cada vez mais disponíveis nas prateleiras dos supermercados nas grandes cidades. Mas só troque o leite da criança depois de conversar com o pediatra, porque na maioria das vezes o leite com lactose reduzida não é integral, a versão recomendada para crianças pequenas. 



Fonte:Escrito para o BabyCenter Brasil