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segunda-feira, 31 de março de 2014

#POENOROTULO

  Já falei aqui, mais de uma vez, sobre problemas com rotulagem de produtos industrializados, e da necessidade de conferir com TODOS os fornecedores de produtos industrializado os reais ingredientes de cada produto, já que os rótulos não são nenhum pouco confiáveis. Pois então, com isso em mente, muitas mães de alérgicos, espalhadas por todo Brasil se uniram e começaram a Campanha #POENOROTULO - facebook da campanha - Com o objetivo de  ter a certeza que nossos alérgicos comem com segurança, a campanha solicita que a rotulagem de todos os produtos venham com informações precisas sobre alérgenos, não só o leite, mas também: soja, ovo, crustáceos, glúten...entre outros. Nós da A Cozinha de João sempre apoiamos a melhor informação nos rótulos e também melhor informação passada pelos médicos, que muitas vezes falham no tratamento da alergia ( isso já uma oura "briga") e por isso estamos super dentro dessa luta. Quem sabe, juntos podemos conseguir mudanças e melhoria na vida dos alérgicos. 




quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Resultados dos exames. Super surpresa!

  Como comentei no começo do ano, estava na hora de refazer os exames de sangue do João. Fizemos os de sempre, IgE total, e específicos para algumas alergias alimentares: leite total e suas ptns separadas, ovo e suas ptns, soja, milho, trigo e acrescentamos desta vez o camarão. Como no meio do ano passado já tivemos uma boa notícia com a soja, e os resultados do ovo e do leite não mudavam, na verdade do ovo sempre aumentou, não esperávamos melhora nenhuma. Quando vi o resultado, gritei e amassei o João,kkkk. Para a nossa surpresa todos os resultados do leite zerados!!!!!!!!!!!! E os dos ovos pela primeira vez diminuíram! Mas ainda significativos. O camarão veio bem alto e os outros, como esperado, zerados. Voltamos ao médico e fizemos os testes, no consultório, na pele. Zerados. Então, fomos liberados para testes com leite de vaca. E como fazer isso? Primeiro com todos os remédios ao lado, demos um copinho descartável ,de café, de leite em pó diluído. Normalmente um copo de leite tem 2 colheres de sopa de pó do leite e completa com água. O nosso, foi meia colher de sopa do pó para o copo de leite. Observamos por 2horas. Como não vimos nenhuma reação demos mais um copinho. E observamos por 48 hs. Mais uma vez sem reação!!! Parecia até um milagre! Com essa resposta magnífica, começaríamos a retirar os cuidados com os traços. Paramos de usar esponjas separadas e separar talheres. Também tivemos ótimas respostas. Desta forma, começamos a dar alimentos com traços de leite e cozidos, não a proteína crua. Foram biscoitos e pães com traços. Mais uma vez sem reação. Agora será a vez dos alimenttos que contenham leite, mas ainda cozidos. Volto com as respostas... Curiosidade: João detestou o leite em pó!hehe.
   E nós, piscicologicamente como ficamos? Nossa, no começo é só alegria, mas confesso que é muito difícil dar os primeiros alimentos, preciso tentar não mostrar a ele como estou tensa e preciso aprender a olhar os rótulos com outros olhos. Não é fácil, afinal foram 4 anos de dieta, vê-lo comendo algumas coisas dá um medo estranho,rs. Mas vou superar e vamos vencer essa!
  Aguardem novos resultados...e vamos aos testes...

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Dieta alimentar para mamães grávidas.

  Esse é um assunto que muita gente tem curiosidade e interesse. Mas como quase tudo em na nossa realidade de alérgicos alimentares, não temos uma resposta única, certa, e que tire todas as dúvidas. Médicos nessa área ainda têm muito o que aprender, descobrir e esclarecer. Existem vários especialistas, que estudam sobre o mesmo assunto: alergia alimentar, e mesmo assim chegam a conclusões super variadas. Já conversei com muita gente sobre o assunto e vi modos mil de se lidar com uma segunda,terceira, quarta...gravidez, depois de ter tido um bebê com algum caso de alergia alimentar. O caso é tão difícil que cada pessoa acaba escolhendo confiar no que lhe é mais plausível, dependendo de suas experiências anteriores, e de maneiras tão diferentes as vezes se têm o mesmo resultado.
  Conheço amigas cujos médicos/nutricionistas/especialistas.. mandaram fazer dieta desde o início da gestação, e assim foi feito; uma mulher adulta com uma rotina atarefada, como a de todas nós, teve que fazer dieta de leite e seus derivados por 8/9 meses. Outros médicos acreditam que não é necessário fazer a dieta no começo da gravidez, e sim somente no último trimestre; mais uma vez a mãe segue e faz a dieta. Outros médicos acreditam não ser necessário realizar a dieta nenhuma e deixam a mãe livre de qualquer restrição. Já um quarto grupo, incentiva justamente o contrário, dizem que há estudos que indicam que mulheres que consomem lactobacilos no fim da gravidez ajudam ao bebê não apresentar a alergia, nesse caso a mãe consome bastante derivados. Resultados em todos os casos: os segundos filhos não apresentaram alergia!!! O que então foi o fator crítico e decisivo aqui? 
   O que é fato é que ninguém faz dieta de restrição nenhuma até ter um filho com alergia, sendo assim, por que algumas crianças têm outras não? Ainda não temos resposta para isso. Desta forma, como saber como agir nas gestações posteriores? Não tenho como esclarecer essa pauta, o que cada uma deve fazer é seguir seus instintos, seu coração e aprender a questionar sempre, não aceitar a primeira opinião que ouvir, sempre querer saber mais, para só depois poder tomar uma decisão de que caminho seguir. No final se os filhos dessas gravidezes posteriores tiverem alergia, a mãe sempre se sentirá culpada, e pensará se seguiu o caminho certo ou não. Por isso, para diminuir essa culpa( entre tantas outras que toda mãe já sente), a decisão deve ser muito bem fundamentada e pensada. 
  Vamos trocar experiencias? O que foi recomendado a vocês, ou a alguém que conheçam? Vamos pensar juntos e tentar esclarecer um pouquinho mais desse assunto tão difícil? Deixem suas experiências. E boa sorte a todos em mais essa decisão.

Exames e introdução da soja

  Está chegando a hora de fazermos novos exames de sangue no João, testaremos mais uma vez como andam seus IgE's para leite e proteínas específicas, soja, ovo(clara e gema) e camarão ( esse testado pela primeira vez. Vamos ver o que essa nova bateria nos traz....
  A introdução da soja ocorreu bem lentamente, começamos com com o leite de soja mesmo, que João não gostou e se recusa a tomar. No início não tivemos nenhuma reação, logo depois apareceram umas bolinhas vermelhas nas pernas. Tomou antialérgico e ficou em dieta novamente. Fizemos novo teste e aparentemente tivemos a mesma reação. Mais um tempinho sem, voltando agora com os traços; como reagiu bem, demos novamente produtos com soja, como o iogurte, pão de queijo(que ele não gostou) e bolos. Sem nenhuma reação. O médico acredita que tenha sido somente uma adaptação temporária do corpo, que não via a soja há muito tempo. Agora está bem e consumindo um pouquinho de soja esporadicamente. Como não é um alimento essencial, não colocamos na dieta de forma indiscriminada, só está sendo usado para facilitar alguns momentos do dia a dia, como a ingestão de biscoitos que contenham soja. Alguém já teve experiencias com reintrodução de algum alimento? Como foi? Alguma reação temporária? Adoraria trocar histórias...
  

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Começando 2014!

  Para começar o ano gostaria de desejar um Super 2014 !! Passaram as festas de fim de ano e nem passei por aqui para felicitar a todos. Como já comente,i 2013 foi bem agitadinho e acabei me enrolando. Mas enfim, estou começando 2014 muito alegre e esperançosa de que todos nós teremos um ano cheio de conquistas, saúde, curas e muitaaaas receitas deliciosas para facilitar a vida de nossos pequenos alérgico. 

Papai Noel de chocolate, uhmmmm delícia...
 
Panetone, chocotone e panetone sem açúcar.

Receitas velhinhas ( Receitas temáticas ) mas que sempre são boas nas festas,rs. Espero também que 2014 traga ótimos ventos com muitas novas ideias... O chocolate, só derreti a barra que uso e coloquei nas forminhas, depois congelador até endurecer novamente. Pensando em da próxima vez, além de derreter, misturar com alguns outros ingredientes para ficar ainda melhor e render mais :) Semana que vem já devo fazer, com outras formas...
Vamos ao ano novo!!


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Lanche coletivo - mais 1

 Festinha de dia das crianças na escola e o que é que tem sempre? Lanche coletivo, meu querido inimigo,hehe .Adoro que as crianças compartilhem, dividam etc, porém já cansei de "brigar" pelo direito de meu filho participar. Essa escola, não escuta mesmo e é tradicional demais para aprender a mudar. Assim, enquanto ele não trocar de escola já decidi: farei lanches bem gostosos para ele, que não poderá dividir com o restante, mas pelo menos poderá comer coisinhas gostosas que não leva nos lanches de dias comuns ( ele sempre leva frutas de lanche). Desta vez, aproveitamos o bolo de baunilha, só colocando a mais uma cobertura de chocolate, biscoitinhos de ervas finas, espetinho de frutas e além de de quibe (que não saiu na foto,rs). Para ele dividir com os colegas, mandei um saco grandinho de jujuba, que todas as crianças, inclusive João, adoram. Tenho certeza que ele gostou, pois ficou todo feliz quando viu seu lanche. E com certeza curtiu muito dividir a jujuba. Consegui assim, os dois pontos principais da festa, aprender a viver em grupo e compartilhar e comer um lanchinho gostoso e festivo. Devo acrescentar que devido ao bom relacionamento com as mães da turma, muitas ajudam por conta própria e mandam algum ítem que João possa comer, desta forma, hoje ele teria a opção também de comer um bolo de cenoura, sem ovos e sem leite. Enfim, o importante hoje é ele curtir sua festinha com seus amigos, e isso tenho certeza que acontecerá :)

Kit para festinha de dia das crianças, faltou o kibe,rs.

Bolo de baunilha com cobertura de chocolate, espetinho de fruta e biscoito de ervas finas.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Muita alegria - Livres de uma alergia!!!! - alergia a proteína da soja.

   Com certeza esse é um dos posts que me dá maior satisfação, alegria, alívio e esperança de escrever. Pela primeira vez em quase 4 anos temos uma melhora no quadro de alergia do João. Como já comentei há alguns dias, fizemos o exame de sangue, depois o teste de pele e tinham dado negativos. Nesse fim de semana fizemos o teste de ingestão. Com muita apreensão do próprio João e da mamãe aqui também, ele tomou uma quantidade equivalente a um copinho descartável de café, do leite de soja. E foi observado por 48hs e depois tomou mais 100ml do mesmo leite. Resultado: nada aconteceu! Sem reações!!! Ele não gostou do leite e não quer tomá-lo novamente. Tudo bem, não queremos que tome mesmo, vamos continuar a dar o leite de aveia, mas poder ingerir a proteína de soja abre mil e uma portas e mil e uma possibilidade de alimentos. Há proteína de soja em muito mais alimentos que a maioria das pessoas imagina: salsichas, perus(usado muito nas festas de fim de ano que se aproximam),  biscoitos...sem contar que existem iogurtes de soja, que serão muito interessantes. Enfim, não iremos sair pelo mundo procurando alimentos com soja para fornecer a ele e nem daremos o leite, mas teremos que possibilidade de criar muito mais em sua alimentação.
  Os motivos principais de não darmos o leite de soja é que neste não há mais cálcio que o no leite de aveia ( o que oferecemos pelo menos), e ainda tem mais sódio. Além do mais ainda existe inúmeros textos que relatam problemas hormonais devido ao uso excessivo de soja. Alguns simples podem ser encontrados na internet mesmo, como os seguintes dos sites: Nutrição em palta e Hospital infantil Sabará. Colocarei, com o tempo algumas receitas que contenham soja, mas não vou modificar as existentes e as receitas com o novo ingrediente serão identificadas de forma muito clara.
  Dia 05/10/13 será lembrado como uma etapa importante! Torcendo para novas vitórias chegarem, não só para o João, mas também para todos os pequenos que passam por essa experiência de alergia alimentar 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Evolução da alergia - alergia alimentar, alergia a proteína de soja.

  Já estamos há quase 4 anos na vida com alergia alimentar. Já vimos e ouvimos casos de várias crianças que ficaram boas em menos tempo. Muitas vezes desanimamos em ver melhora. Mas uma coisa é certa, nunca desistimos de fazer certinho nossa dieta. Tivemos erros? Sim, muitos. Tivemos também que mudar de médicos mais de uma ou duas vezes. Aprendemos tanto que é até surpreendente. Descobrimos que alergia alimentar é mal conhecida por muitos médicos e sem contar pela população em geral. Descobrimos que a alergia alimentar é mal diagnosticada, mal tratada, super tratada. Tivemos que ouvir muitas asneiras de fontes mil. E ouvir muitas opiniões de gente que acha que sabe muito. Vivemos vários ótimos momentos. Aprendemos a valorizar pequenas conquistas, ver João comendo, doces, salgados, biscoitos, panetone, pães...se tornou algo incrível. Descobrir que podemos proporcionar essas alegrias é indescritível. Vê-lo comer o lanchinho de festas juntos com seus amigos é muito bom( apesar de raro).
  Chegou nossa primeira pequena evolução! Seu exame de sangue deu bem baixinho para alergia a proteína de soja, por isso, fizemos, então, o exame tópico...negativo! E agora será a vez do teste de ingestão, que será realizado em ambiente hospitalar, provavelmente semana que vem. Torcendo por nossa primeira grande evolução! Volto para contar o resultado. A alergia à proteína do leite e do ovo ainda estão altas, e teremos que esperar mais. Porém, qualquer melhora é algo espetacular e deve ser comemorada!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Festa de aniversário - sem leite, sem ovos e sem soja

  Estamos muitoooo felizes. Tivemos o quarto aniversário do João com alergia alimentar. E mais uma vez ele curtiu e comeu muito bem. Desta vez ainda se divertiu mais do que nunca, e nada mais importante que isso. Uma festa sem leite, sem ovos e sem soja, não é motivo de pena, não é uma festa menos alegre, não é uma festa sem guloseimas. Esse ano ainda tivemos ajuda de um buffet muito bom, que teve a "coragem" e dedicação de tentar preparar comidinhas para todos nós. E preciso dizer que tiveram um Enorme sucesso! Adorei o resultado, os salgados e o bolo estavam muito, muito bons, todos os convidados ficaram encantados e João aproveitou demais, comeu super feliz junto com todos os amigos no lanchinho das crianças, sem ter que usar seu potinho de comidas especiais, tão comum nas outras festas. Quando anunciaram o lanchinho infantil, ele como sempre já veio para onde sabia que tinha coisas para ele, saindo da área de lanche, no momento em que falei para ele ir comer com seus amigo, com uma carinha alegre e surpresa me perguntou: mamãe eu posso?!? E não há nada mais gratificante do que dizer: sim meu filho, vá lá, você pode, na sua festa você pode! Os adultos também puderam aproveitar dessas delícias e ficaram bastante impressionados. E mais um detalhe que faz muita diferença no meu ponto de vista: os sucos eram naturais mesmo, nada daquelas porcarias industrializadas e cheias de açúcar! A empresa responsável por essa alegria foi a: Brigadeiro di festa: brigadeirodifesta@gmail.com Obrigada, Daniela, estamos muito alegres, satisfeitos e realizados com nossa "parceria" nessa empreitada, fico muito feliz de ter sido a "cobaia" nesse mundo novo para vocês e sempre que puder, ficarei feliz em ajudar nesse caminho. 
 Agora vamos ao que interessa, as comidinhas,rs. Volto com um post individual para cada ítem e receitas.
Bolo de banana com cobertura de chocolate
Docinhos de colher (brigadeiro, beijinho e doce de goiaba), os únicos feitos pela mamãe.



Bolinho de chocolate

Espetinhos de frutas

Bolinhas de milho

Kibe

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Viajando com alérgico alimentar - Bariloche

  Esse ano voltamos a Argentina, porém, fomos Bariloche desta vez. Como ano passado, não tivemos problemas em encontrar lugares para João, e nós, comermos. Entretanto, a variedade foi quase nula e confesso que no fim eu já não aguentava mais comer a mesma comida todo dia,rs. Porém, acho q vale a pena viajar, fazer algo diferente, deixar a criança aproveitar a vida, mesmo com alergia alimentar. 
  Para acomodação escolhemos ficar em apartamentos ao invés de hotéis, pela facilidade de poder cozinhar a janta para o João todos os dias e também, para evitar os cafés da manhã "maravilhosos" que não poderíamos chegar nem perto. Assim, como antes, levamos muitas torradinhas e essas eram nosso café quase todos os dias. Em outros, conseguimos encontrar pão francês e o utilizamos também.Para acompanhar? Sucos. Como agora João não está mais com o leite em pó, não levamos o leite dele. E todos tomamos sucos. Sei que a maioria das pessoas não acha legal cozinhar nas férias, mas nós sabemos que as famílias de alérgicos alimentares têm que se adaptar, e muitas vezes, inclui um sacrifício, neste caso, o de cozinhar. Eu nem me importo, achei bem tranquilo fazer o jantarzinho dele. Foi uma ótima solução.  O que preparávamos? Legumes cozidos e filés de carne ou frango. Super rápido e João comia tudo. 
  Nos restaurantes, escolhíamos sempre a mesma coisa, por não haver mesmo outra opção. Não tão saudável, pois sempre comíamos batata frita, entretanto, é uma viagem , não dia a dia, algumas concessões para deixar a vida mais fácil, não vão matar ninguém. Então, era batata frita com bifes. Até hoje, quase dois meses depois, não estou muito amiga da carne,rs.  
  No avião, solicitamos comida especial, mas não foi uma  opção completamente satisfatória,tendo em vista que como ele não pode soja também, tivemos que descartar quase tudo. Só valeu pela salada de frutas. Assim, mesmo quando parece que há uma outra solução, é sempre imprescindível termos nossas comidinhas guardadas na bolsa. E essas também são fundamentais para o dia a dia da viagem, nos passeios são sempre usadas de lanche.
  Mais uma vez reforço que acho super válido viajar com um alérgico alimentar. Tendo sempre a segurança em primeiro lugar e se preparando bastante, fazendo pesquisas de restaurantes desde antes do embarque. E não esquecendo de levar opções de sobra para comer em caso de algo dar errado.Ainda, é fundamental levar uma receitinha médica com todos os medicamentos que poderão ser necessários.  Fomos, curtimos e voltamos sem crises. Recomendo.  

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Aprendizado, dietas, médicos...vamos conversar e desabafar...

   É impressionante o quanto aprendemos convivendo com essa alergia. Cada dia, cada semana, mês e ano que passo nessa trajetória traz mais informações, mais dúvidas, mais superação. O bom é poder compartilhar isso tudo com pessoas que realmente entendem e que também convivem direta ou indiretamente com ela.
  Acho que nosso primeiro problema é encontrar um bom médico  que seja  realmente entendido no assunto. Mas, mesmo quando esses são encontrados é tão difícil confiar e seguir tudo. É claro que eles estudam e se preparam, que trabalham com isso há tempos, porém, desses também já ouvi cada barbaridade que me dá até medo...não sei mais do que eles, não quero ser pretensiosa a esse respeito, entretanto sou um ser pensante, que estuda muitooooo e está sempre disposto a aprender mais. Então, quando ouço, direta ou indiretamente( através de companheiros de luta contra a alergia), uma coisa meio "louca", fico arrepiada. E já reparei também que , sim, há meios de cura que são indiscutíveis, mas que exitem detalhes que ainda não são consenso, que há detalhes na dieta e na forma de lidar com a alergia que podem variar, e que mesmo assim a criança pode ficar curada. O que um médico considera alergia grave, outro pode achar que seja moderada. Enfim, temos que ouvir, perguntar, não ter medo de querer saber mais e nem de desconfiar do que nos é dito. 
    Falei disso porque já fui com João a vários médicos, uns considerados os melhores no assunto, uns especialistas e uns pediatras "comuns" ,e já ouvi coisas sensatas de quem menos se esperava e coisas loucas de quem se chama de super entendido. Enfim, não quero julgá-los, pode ser que a maneira deles de agir tenha dado certo para outros pacientes(já fiquei sabendo de casos que sim). Mas com João não deu. E sabem o que mais me irrita?!? São pessoas achando que elas cuidaram do caso de alergia melhor que nós! Meu filho não ficou bom até agora, não foi por falta de cuidado, não foi por que deixamos passar algo, não foi por dieta errada, ele não ficou bom e pronto! E continuamos na luta. Sim, nossa dieta é a que acreditamos, é a que váriossss médicos nos disseram que é mais plausível, é uma dieta que várias crianças fizeram e ficaram boas. Mas deixa isso pra lá...não é por isso que estou aqui....
   No último mês fomos a dois novos médicos e ouvimos coisas que já sabíamos e coisas novas. Uma das coisas que já sabíamos era que a dieta que seguimos está super adequada e que não, pelo menos por enquanto, não precisamos tirar mais nada da dieta. João cresce bem e tem ótimo peso (problema bastante comum entre crianças com alergia é a falta de ganho de peso e altura). Outra coisa que já tinha sido informada por uma pediatra, que entretanto não tinha tanta certeza sobre o assunto, era que o Aptamil pept seria um leite menos indicado para crianças com reações intestinais à proteína( que é o caso do João, entre tantos outros sintomas), que ele seria bem tolerado por crianças com respostas de pele, mas não intestinais. Assim, com a confirmação dessa informação passaremos para o leite de aveia, que foi liberado pelos dois médicos.
   Novas informações vieram nas solicitações de exames. Sempre que fizemos exames de sangue no João, fizemos IgE total para leite e ovos, isso porque nosso médico anterior (opinião compartilhada por 1 dos novos médicos que fomos), sempre dizia que não adianta fazer partilhado por proteína, já que na hora de oferecer o produto à criança a probabilidade de ingestão de uma proteína separada é mínima e que nem valeria a pena arriscar, devido a muito provável contaminação.  Porém, um dos médicos que fomos nos explicou que dependendo da proteína o prognóstico muda. Há proteínas que indicam(apesar de não dar certeza), que a alergia é muito grave e outras que indicam que ela é duradoura. Como João, graças a Deus, nunca teve choque, acredita-se que sua alergia não seja tão grave( opinião sobre gravidade varia muito, como João tem respostas em várias frentes - pele, intestino, parte respiratória e incha em suas extremidade, muitos médicos consideram sua alergia grave),  mas é bastante esperado que seja duradoura, pela sua idade. Ainda não fizemos os exames, então aguardaremos resultados. Outro exame novo é o CD4 CD8, que eu nunca tinha ouvido falar que era associado a alergia alimentar, e ainda não consegui entender melhor. E adoraria ouvir relatos a respeito. E dependendo desses resultados, aí sim, teremos que mudar drasticamente a dieta dele...vamos ver...
  Bem, hoje não trouxe uma receita, somente vim partilhar informações e desabafar. Deixo o espaço aberto para fazerem o mesmo. 
  Ih, acabei falando demais :)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Colaboração de fora.

  Várias vezes comento aqui da falta de vontade do "mundo" de colaborar com a inclusão de crianças com alergia alimentar. Mas hoje vou registrar um bom exemplo. João está, neste mês de janeiro, fazendo uma colônia de férias, um lugar que ele gosta muito e sempre se diverte, que já frequenta no dia a dia. Entre as inúmeras atividades realizadas, hoje será dia de fazer biscoitos! Nossa, seria um susto gigante para nós, mães de alérgicos alimentares. Porém, não dessa vez; semana passada me pediram receitas de biscoitos que João pudesse comer. Mandei várias para eles escolherem a que lhes fossem mais interessante; e assim foi feito. Hoje meu filho saiu de casa todo feliz por saber que estará incluído no grupo, sem medo, sem comida no cantinho. Confesso que estou tranquila, mas com uma pontinha de medo,hehe. Acredito que esse medo só irá sair de mim quando João estiver realmente curado, até lá sempre ficarei com um mínimo de preocupação, só quem está em nossa situação entende, né?
  Como a atividade está sendo hoje, não tenho fotos, se conseguir, depois eu posto.
  Obrigada,Clac .

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Sites amigos

   Para todos nós que vivemos alguma restrição, seja ela alimentar ou não, é muito bom ter um suporte. Este pode vir de amigos e família reais, virtuais, grupos de apoio e até sites que entendam o que sentimos, entendam nossas dificuldade, que entendam o que precisamos. 
  Ontem falei sobre o blog das mães de Brasília e hoje vou comentar sobre um site muito legal que comercializa produtos liberados para alérgicos a várias substancias, entre elas proteínas de leite de vaca, soja, glúten, amendoim, entre outros. Nele também encontramos indicação de sites de ONG's e associações, que podem nos dar uma ajudinha; e de sites com receitas legais, que poderão facilitar nosso dia a dia.
   Desda forma vale uma visita: http://www.sitedoalergico.com.br/

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Big Motherns Brasília: Alergia Alimentar Infantil

  No blog Big Motherns Brasilia, um blog que gosto muito, ontem foi falado sobre nossa realidade. Mais uma vez vemos o número de diagnósticos de alergia alimentar aumentar. O bom é que vamos todos juntos nessa luta, aprendendo juntos, dando forças uns para os outros e curtindo nossos pequenos alérgicos.

Big Motherns Brasília: Alergia Alimentar Infantil: Nos últimos dias, alguns pimpolhos do nosso grupo foram diagnosticados com alergias alimentares. Começamos, então, a pensar mais sobre o ass...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Viajando com um alérgico alimentar - Buenos Aires - parte1

   Nesse tempo que ficamos fora do ar, estivemos em Buenos Aires. Muitas pessoas não têm coragem e ânimo de viajar com  um alérgico alimentar, mas essa foi nossa segunda empreitada e assim como a primeira(que ainda não postei aqui, mas o farei com certeza), foi muito bem sucedida.
   Na hora de viajar com um alérgico alimentar, muitas coisas são fundamentais, a primeira eu acho, é a escolha do destino, principalmente para quem está na primeira tentativa, é muito interessante escolher um lugar onde você conheça a culinária e saiba as opções que terá de comida. Acho melhor fazer seu próprio roteiro, porque assim, cada passeio será pensado e programado, não somente devido a diversão, mas também escolhendo lugares com boas escolhas alimentares. Se preparar antes da partida, comprando tudo que tenha o hábito de oferecer para a criança e que possa ser transportado sem danos.Levei biscoitos e torradinhas aos montes, seriam nossos lanches e café da manhã. 
   Temos muito mais cuidados a tomar, e outro muito importante é a estadia, será em hotel, apartamento alugado, apart hotel? Escolhemos um hotel com mini cozinha no quarto, assim, poderíamos fazer comidinhas para o João ali mesmo. E eliminamos o café da manhã oferecido por eles( em vários hoteis é possível ter descontos caso você opte por não ter o café da manhã). Fazíamos a vitamina matinal do João, no quarto(levamos o mixer) e comíamos torradinhas. Uma coisa que acho essencial, ainda antes de ir, é saber o que há por perto, quando chegamos lá, já sabíamos que havia um mercado há poucas quadras, assim, no primeiro dia fomos logo lá. Comprei frutas (encontramos grande variedade):banana, maça, pera, mamão. Achei que nossos lanches seriam só os biscoitos, mas como encontramos frutas com facilidade, essas foram bem usadas. Também vi, no mercado, biscoitos de arroz, não comprei porque tinha levado muito, mas gostei de ver com tanta facilidade. Comprei também sucos de caixinha, esses não são encontrados fora do mercado com tanta facilidade como aqui, então é bem interessante, comprar vários lá e carregar nos passeios. No mercado achei macarrão sem ovos, mas na embalagem DIZIA que poderia ter traços de ovos!! Achei incrível, porque aqui há marcas que têm traços e não vem nada no rótulo, e olha que são marcas boas!
  Volto já já com a continuação...
   









quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Luta nossa de cada dia...

  Todos nós, mães e pais(nem digo o resto da família, porque nem os mais próximos entendem como nós - algumas vezes até atrapalham) de crianças com alergia alimentares, sabemos o quanto é difícil ir ao mercado comprar qualquer alimento para nosso filhos. Já, inclusive comentei neste blog, que existem possíveis perigos onde nem imaginamos. Então, o que fazer? Ler os rótulos, certo?!?! Em nosso caso, a resposta estaria errada. Os rótulos não dizem tudo!! E as empresas se escondem por trás de não serem obrigadas a revelar que pode conter proteínas do leite(soja, ovos, amendoim..), assim como são obrigados a revelar o Glúten. Pessoalllll, atenção: todas essas proteínas escondidas são perigosas para alérgicos! A saúde de um grupo não é mais importante que a de outro!! Com esta indignação em mente, uma companheira nessa realidade, compartilhou em seu blog a sua revolta. Lendo pode-se ter uma ótima visão de nosso dia a dia: http://malucontraaalergiaalimentar.blogspot.com.br/2012/08/o-perigo-dos-tracos.html  Falou muito bem. E só devo acrescentar que, não só os alimentos são perigosos, existem os medicamentos!! Em vários há perigos!! Acredito que um dos maiores seja os corantes. Compramos um medicamento, que não contém na embalagem alerta sobre qual corante ele possui e a farmácia muitas vezes não sabe te responder. Para saber, abrimos o produto, e quando a criança não pode usar, fazemos o quê? Quem vai ficar com este prejuízo? Mais uma vez, nós!
  Empresas alimentícias e farmacêuticas, queremos mais respeito!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Papinha de feijão e legumes e brócolis

  Hoje, fazendo feijão, lembrei que João gostava bastante de papinhas de feijão, então, resolvi partilhar com vocês uma receitinha, é simples, mas é uma dica para o dia a dia. Gosto muito de usar o feijão carioquinha, mas pode ser feito com feijões preto, vermelho...Fiz até um pouquinho para poder colocar um fotinho aqui, uhmmm ficou ótimo,rs. Receita na página de Refeições

terça-feira, 10 de julho de 2012

Alergia alimentar a corantes


  Estamos com mais uma restrição alimentar, que ainda será confirmada por exames, mas já cortamos da dieta e estamos observando bem de perto. Desta vez o "vilão" é o corante vermelho. No caso específico o vermelho 33. Mas, a princípio, tiramos todos os vermelhos. Como saber a qual específicamente uma pessoa é alérgica? Será que os outros também darão problemas? Será que alguma outra substância foi o causador ou é o corante mesmo(apesar de não encontrar nada no que foi consumido que possa ter causado alergia- fizemos uma qualificação grande do que foi ingerido)? Esta última pergunta vem muito pelo fato de toda vez que procuramos informações sobre alergias a corantes, lemos que são raras e incomuns.E muitos acreditam que essas alergias são "colocadas na conta" dos corantes ou outros aditivos alimentares, sem serem eles os verdadeiros problemas. Já vi também que há várias classes químicas diferentes de corantes, e temos que aprofundar nosso conhecimento para saber quais outros podem ou não causar os mesmos problemas.
  Já com alergista marcada e crise controlada fui procurar mais informações, claro, não dá para esperar as respostas, nós, mães e família de alérgicos, sempre queremos saber mais e como e onde...Mas é muito difícil de encontrar informações relacionadas a alergia a corantes específicamente. Se fala muito de alergia alimentar em geral, de alergia a leite de vaca(essa já conheço,rs), a alguns grãos...entretanto, alergia a corantes, por ser incomum, é meio ignorada. Algo que já sabemos, até por informações que temos de alergias anteriores, é que exames de sangue não são 100% precisos e eficientes. Mas fora isso, nenhuma informação. Os sintomas são muito semelhantes a outros casos de alergia alimentar: o inchaço no rosto, placas avermelhadas pelo corpo, acompanhadas de muita coceira (urticária) e até reações mais extremas como falta de ar devido a comprometimento das vias respiratórias: inchaço na glote (que fica na entrada dos pulmões) ou nas próprias paredes dos brônquios, a “bronquite” (ou asma). Poderá acontecer ainda, mais raramente, queda de pressão e até desfalecimento (anafilaxia grave). Meu filho teve reações já vistas nele anteriormente em outras crises: placas vermelhas por todo corpo, principalmente em baixo dos braços e pernas, muita coceira e secreção nasal. Os sintomas regrediram com 5 dias de antihistamínico.
   Vamos observar, visitar o médico e aprofundar nossos conhecimentos. 




quarta-feira, 4 de julho de 2012

Alergia alimentar


Nos casos de alergia alimentares, temos entre outras a alergia a leite de vaca, uma das mais comuns, porém, não é a única. Aqui vão algumas dicas e informações importantes.
O que é?
A alergia alimentar é uma reação indesejável que ocorre após a ingestão de determinados alimentos ou aditivos alimentares.
O termo hipersensibilidade alimentar (geralmente usado como sinônimo de alergia alimentar) pode ser definido como uma reação clínica adversa, reproduzível após a ingestão de alergenos (substâncias que desencadeiam a alergia) presentes nos alimentos, causados pela exposição a um estímulo em uma dose tolerada por pessoas normais.
A alergia alimentar sempre envolve um mecanismo imunológico, expressando-se através de sintomas muito diversos. A alergia alimentar é, simplificando ao máximo, uma resposta exagerada do organismo à determinada substância presente nos alimentos.
Como podem ser as reações alimentares indesejáveis?









Reações tóxicas
causadas por ação de toxinas ou por agentes infectantes. Secundárias à ingestão de alimentos contaminados, costumam se apresentar agudamente com febre, vômitos e diarréia.

Não tóxicas por
Intolerância alimentar (exemplo: intolerância à lactose (falta da enzima lactase que desdobra o açúcar lactose). Ela não é imunomediada).
Hipersensibilidade (alergia) é uma reação desencadeada por mecanismos imunológicos específicos, com resposta anormal ou exagerada a determinadas proteínas alimentares que podem ser mediadas por IgE (imunoglobulina E, proteína ligada a fatores de defesa) ou não.
Qual a freqüência da alergia alimentar?
As reações alimentares de causas alérgicas verdadeiras acometem 6-8% das crianças com menos de três anos de idade e 2-3% dos adultos. No entanto os pais acreditam que a incidência de alergia alimentar em seus filhos alcance 28 %.
Os indivíduos com outras doenças alérgicas apresentam maior incidência de alergia alimentar?
Sim. Pacientes com outras doenças alérgicas apresentam uma maior incidência de alergia alimentar, por exemplo, 38 % das crianças com Dermatite Atópica têm de alergia alimentar e 5% das com asma.
Quais são os fatores mais envolvidos na alergia alimentar?  

Predisposição genética, (50 % dos pacientes com alergia alimentar possuem história familiar de alergia).

A capacidade de certos alimentos de produzir alergia.

permeabilidade do sistema digestivo.

falha dos mecanismos de defesa, ao nível do trato gastrintestinalQue alimentos são mais envolvidos nos casos de alergia alimentar?
Entre os alimentos mais envolvidos encontramos: ovo, peixe, farinha de trigo, leite de vaca, soja e crustáceos. As reações graves (anafiláticas) estão, na maior parte das vezes, relacionadas à ingestão de crustáceos, leite de vaca, amendoim, e nozes.
Os corantes, conservantes e aditivos alimentares?
As reações adversas aos conservantes, corantes e aditivos alimentares são raras, mas não devem ser menosprezadas.
Como se manifestam as alergias alimentares?
A maior parte dos sintomas surge minutos a duas horas após a ingestão. Tanto a natureza da reação como seu tempo de início e duração são importantes para estabelecer o diagnóstico de alergia alimentar. As reações cutâneas (que envolvem a pele) mais comuns são: urticária, inchaço, coceira e eczema; do sistema digestivo: diarréia, dor abdominal, vômitos, do aparelho respiratório: tosse, rouquidão e chiado no peito. Em crianças pequenas, a perda de sangue nas fezes, pode ocasionar anemia e retardo do crescimento.
Reação anafilática o que é?
É uma reação grave, potencialmente fatal, de início súbito, que demanda socorro imediato. A anafilaxia (reação anafilática) é desencadeada pela liberação maciça de substâncias químicas que despertam um quadro grave de resposta generalizada. Remédios, picadas de insetos, alimentos, etc., podem ser os desencadeantes. Em situações excepcionais o alimento induz o aparecimento, de coceira generalizada, edema (inchaços), tosse, edema de glote, rouquidão, diarréia, dor na barriga, vômitos, aperto no peito com queda da pressão arterial, arritmias cardíacas e colapso vascular (“choque anafilático”).
O que é síndrome de alergia oral?
É uma manifestação de alergia alimentar que ocorre após o contato da mucosa oral com determinados alimentos. As manifestações são instantâneas: coceira e inchaço nos lábios, palato e faringe.. Os alimentos freqüentemente envolvidos são: frutas como:melão, melancia, banana, pêssego, ameixa, e aipo.
Como o médico pode fazer o diagnóstico de alergia alimentar?
O diagnóstico depende da interpretação conjunta da história clínica minuciosa, dos dados do exame físico acompanhados dos exames laboratoriais.
Na história clínica, são importantes as informações sobre os alimentos ingeridos. Em algumas situações é possível correlacionar o surgimento dos sintomas com a ingestão de determinado alimento, em outras o quadro não é tão evidente. O chocolate raramente causa alergia,quando isto acontece, torna-se necessário pesquisar alergia ao leite de vaca ou à soja, usados em sua fabricação.
Uma história precisa é importante para determinar o “timing” da ingestão e o aparecimento dos sintomas, o tipo de sintomas, os alergenos alimentares que possam estar causando o problema, e o risco de atopia (ter vários tipos de alergia). A eliminação de um antígeno fortemente suspeito durante algumas semanas é geralmente usada na prática clínica para auxiliar no diagnóstico de alergia alimentar. Há a necessidade de testes diagnósticos confiáveis para a alergia alimentar.
Os testes alérgicos? 

O (skin prick test) teste cutâneo, e a detecção de anticorpos IgE específicos na corrente sanguínea são mais valiosos quando negativos, já que sua alta sensibilidade os torna aproximadamente 95% precisos para excluir reações mediadas por IgE.

O RAST (radioallergosorbent test) e outros semiquantitativos semelhantes, estão sendo substituídos por métodos mais quantitativos de mensuração de anticorpos IgE específicos.

O “Imunoenzimático Fluorescente (CAP-system)” foi mais indicativo de alergia alimentar. O uso destes quantitativos de anticorpos IgE específicos para alimentos elimina a necessidade de se fazer testes de provocação alimentar em aproximadamente 50% dos casos.

O teste de contato (patch test) não é atualmente indicado para uso rotineiro.

Quando a história e os testes laboratoriais indicam uma resposta imunológica não mediada por IgE (mediada por células), podem ser necessários testes complementares para confirmar o diagnóstico de intolerância alimentar.
Embora os testes duplo-cegos controlados por placebo ainda constituam o “padrão-ouro” para o diagnóstico definitivo de alergia alimentar, os avanços tecnológicos aumentam o valor dos testes laboratoriais.
A determinação de marcadores inflamatórios no sangue e nas fezes ou de reações imunológicas aos alimentos como teste de hidrogênio expirado para intolerância à lactose ou biópsia gastrintestinal para determinar infiltração eosinofílica ou atrofia de vilosidades têm mostrado resultados duvidosos.
Nas alergias alimentares IgE-negativas, testes de provocação duplo-cegos e controlados por placebo continuam sendo o padrão-ouro para o diagnóstico
A relação entre dermatite atópica e alergia alimentar merece especial atenção. Mais ou menos 1/3 dos casos de dermatite atópica apresenta alergia ao leite de vaca e quase 1/2 dos lactentes alérgicos ao leite têm dermatite atópica. A implicação é de que os testes cutâneos são menos confiáveis em pacientes com dermatite atópica, com até 24% de falsos positivos.. O uso de provas para determinação de IgE sérica alergeno-específica é útil em tais circunstâncias.
Tratamento da alergia alimentar?
Não existe, ainda um remédio para tratar especificamente a alergia alimentar. Os medicamentos são utilizados para o tratamento dos sintomas (crise).
Três modalidades são geralmente empregadas no manejo de alergias alimentares:
1 - Eliminar e evitar alergenos específicos. A exclusão completa do alimento causador da reação é a única forma comprovada de manejo atualmente disponível.
É de extrema importância fornecer ao paciente e seus familiares orientações para evitar novos contatos com o alimento desencadeante. O paciente deve estar sempre atento verificando o rótulo dos alimentos industrializados buscando identificar nomes relacionados ao alimento que lhe desencadeia a alergia. Por exemplo, a presença de manteiga, soro, lactoalbumina ou caseinato aponta para a presença de leite de vaca. 
2 - Tratamento medicamentoso.Os estabilizadores dos mastócitos e os anti-histamínicos não têm papel de destaque no armamentário contra as manifestações digestivas da alergia alimentar. Em casos excepcionais, o uso de corticosteróides pode se fazer necessário. Recentemente medicamentos tópicos (fluticasona e montelukast) têm sido empregados. Para pacientes com anafilaxia, ou com sintomas respiratórios ou cardiovasculares, a adrenalina é a substância de escolha para o manejo das reações graves causadas por alergias alimentares do tipo imediato e da anafilaxia.
 3 - medidas preventivas.A crescente incidência de doenças alérgicas em países industrializados tem sido atribuída à falta de exposição a infecções microbianas no período inicial da vida, ou à chamada "hipótese da higiene"
Do mesmo modo que em outras enfermidades, os fatores genéticos e ambientais influenciam a manifestação da alergia alimentar
Influências genéticas
As crianças do sexo masculino parecem apresentar maior risco de doença atópica. O risco de alergia em um irmão de uma pessoa afetada é aproximadamente 10 vezes mais alto que na população geral.
Os lactentes chamados de "livres de risco" (sem histórico familiar) apresentam um risco alérgico residual de 15%.
Os lactentes com "risco intermediário", (com pai/mãe ou irmão atópico), apresentam um risco de desenvolvimento de alergias de 20- 40%
Os lactentes de “alto risco” (com atopia em ambos os pais ou histórico de alergia), apresentam um risco de desenvolvimento de alergias de 50- 80%.
Cálculos baseados nestes dados mostram números absolutos idênticos de lactentes com e sem risco de alergia (11/100) que poderão desenvolver alergias.
Levantando dúvidas: Os programas de prevenção de alergias devem ser direcionados à população de recém-nascidos em geral ou devem ser direcionados somente aos lactentes em risco?
Tratamento sintomático e de substituição.
A substituição de alimentos por seus equivalentes é de fundamental importância mormente nos pacientes em crescimento. O envolvimento multidisciplinar se torna relevante nas situações pediátricas. Aproveitando o tratamento das “crises” de forma a minimizar o sofrimento, abreviar a recuperação e entender melhor as causas do ressurgimento dos sintomas.
O paciente que apresenta reação a determinado alimento poderá um dia voltar a ingeri-lo?
Sim. Aproximadamente 85% das crianças perdem a sensibilidade à maioria dos alimentos (ovos, leite de vaca, trigo e soja) entre os 3-5 anos de idade.
Existe algum meio de prevenir a alergia alimentar?
É providência indispensável na criança de risco: estímulo ao aleitamento materno no primeiro ano de vida, introdução tardia dos alimentos sólidos potencialmente provocadores de alergia, após o 6º mês, o leite de vaca após 1 ano de idade, ovos aos 2 anos e amendoim, nozes e peixe somente após o 3º ano de vida. 

Fonte:

Título: O QUE DEVEMOS SABER SOBRE ALERGIA ALIMENTAR

Link : 
Data de Publicação :28/02/2008 - Revisão : 05/01/2010
Palavras-Chave : O QUE DEVEMOS SABER SOBRE ALERGIA ALIMENTAR - Pediatria -

terça-feira, 26 de junho de 2012

O que excluir na alergia alimentar


Para quem está chegando nesse mundo de alergia alimentar, aqui vai uma ajudinha, retirada do site do instituto girassol, que é um lugar onde podemos achar grande ajuda de dicas e informações para nosso dia a dia.

O que excluir na alergia ao leite de vaca


Leite (in natura, condensado, em pó, evaporado, achocolatado, maltado, fermentado);Leite de cabra*; queijo, coalhada, iogurte, creme azedo, creme de leite, chantilly, manteiga, margarina, farinha láctea, chocolate ao leite e salame com leite; aroma ou sabor de queijo, manteiga, leite condensado; Caseína, caseinato, lactoalbumina, lactoglobulina, lactulose, lactose, proteínas do soro e soro de leite; Sabor caramelo, creme da Bavária, creme de coco.

* A proteína do leite de cabra é semelhante à do leite de vaca, portanto não é recomendado o uso de leite de cabra como substituto do leite de vaca.

O que excluir na alergia à soja

Produtos à base de soja*; Proteína vegetal texturizada, PTS; Shoyo, Missô, Tofu, Natto, Sufu, Tao-cho, Tao-si, Taotjo e Tempeh.
* São permitidos: óleo de soja e alimentos contendo lecitina de soja.

O que excluir na alergia ao ovo

Clara de ovo, gema de ovo, ovo em pó, ovo pasteurizado, albumina; Suspiro, marshmallow, molho holandês, merengue, maionese; Ovalbumina, ovoglicoproteína, ovomucina, flavoproteína, globulina e lisozima.

O que excluir na alergia ao trigo

Farinha, flocos, farelo, germe ou bagos integrais de trigo; Pão, bolo, biscoito, bolacha ou torta com trigo; Farinha de rosca, farinha de pão, pudim de pão; Kibe, macarrão, massas, cuscuz; Semolina.


Fonte: www.girassolinstituto.org.br